Neste 1º Semestre de 2010 a programação do Convite ao Pensar estará falando sobre as mulhers na filosofia
Programação:
Dia 13 de março - Helena de Tróia, o pomo da discórdia - prof. Jacyntho Lins.
Dia 10 de abril - Heloisa de Abelardo, domino specialiter, sua singulariter - profª Sílvia Contaldo.
Dia 17 de abril - Hannah Arendt, um pensamento para além do gênero - profª Nadia Souki.
Dia 15 de maio - Simone de Beauvoir, não se nasce mulher, torna-se mulher - profª Magda Guadalupe.
Reunião Organizativa do Coletivo de Mulheres PUC-MG
*08/04 (quinta-feira), 18h00 *Gramado do Prédio 47 - Arquitetura (Segue o trailer e vire à esquerda, último prédio)
Quem Somos? O coletivo de mulheres PUC-MG nasceu de uma roda de conversa no 8 de março de 2008, dia internacional das mulheres. Desde então estamos nos organizando na universidade, mais intensamente no último semestre. A partir de encontros mensais construímos saberes coletivos sobre as desigualdades de gênero, o papel dado às mulheres na sociedade e a importância da luta coletiva das mulheres para transformação das opressões vividas por elas. Além disso, construímos a Marcha Mundial das Mulheres.
O que é a Marcha Mundial das Mulheres? É um movimento mundial composto por grupos e organizações de mulheres que trabalham para eliminar as causas da pobreza e violência contra as mulheres. Lutamos contra todas as formas de desigualdade e discriminação contra as mulheres. Nossos valores são centrados na globalização da solidariedade; na igualdade entre mulheres e homens, entre as próprias mulheres e entre os povos; na valorização da liderança das mulheres; no fortalecimento de alianças entre as mesmas e outro movimentos sociais progressistas.
Diversas são as histórias que tentam contar a origem do Dia Internacional das Mulheres, comemorado no dia 08 de março ao redor do mundo. Quantas pessoas nem sequer conhecem algumas dessas histórias e desconhecem as motivações que tornaram esta data tão importante para a luta do movimento de mulheres?
Conhecer essas motivações e desvendar os mitos e os fatos que deram origem ao 8 de março é o que nos traz o livro de Ana Isabel Álvarez González, agora traduzido para o português. A pesquisa realizada pela autora vai a fundo conhecer a história do movimento de mulheres socialistas dos finais do século XIX e início do século XX. Revela o embate e as contradições dentro do movimento socialista quanto ao reconhecimento da importância da igualdade entre os sexos e da libertação das mulheres, mostrando as principais reivindicações do período: a luta das mulheres pelo direito ao voto, pelo reconhecimento como portadora de bens e direitos, acesso ao trabalho e ao espaço público.
O livro percorre, então, a história das diversas manifestações de mulheres e suas bandeiras de lutas e aos poucos vai dando pistas sobre a origem do 8 de março. Em 1910, em uma Conferência Internacional, realizada em Copenhague, as mulheres socialistas aprovaram um Dia Internacional das Mulheres, que passou a integrar os diferentes países na luta pela igualdade e libertação da mulher. A comemoração ocorria em datas diferentes nos diversos países.
A história do movimento de mulheres foi afetada por grandes acontecimentos políticos, como a eclosão das duas grandes guerras mundiais e da Revolução Russa, aspectos que a autora retrata em sua análise. É com a Revolução Russa em 1917, na qual a participação das mulheres foi determinante, que as pistas vão se revelando quanto à determinação da data do 8 de março como o dia de luta internacional das mulheres.
O livro relata, também, os acontecimentos do trágico e marcante incêndio em uma fábrica nos Estados Unidos, onde mais de cem operárias foram mortas, desconstruindo o mito que o vincula à criação do Dia Internacional da Mulher.
Os acontecimentos históricos contados por Ana Isabel param após a eclosão da Segunda Guerra Mundial, no entanto a luta do movimento feminista e as comemorações do Dia Internacional das Mulheres não param por aí. Conhecer os acontecimentos que originaram e determinaram o 8 de março como um dia de luta das mulheres ao redor do mundo é fundamental tanto para a compreensão da história do movimento feminista como para o fortalecimento de sua luta. Conhecer quais foram os desafios, as formas de luta e as reivindicações de nossas predecessoras feministas e socialistas contribuem para que o movimento feminista siga sua luta, tendo o 8 de março como um dia político no qual a luta das mulheres se unem para transformar o mundo.
A edição também traz um rico anexo de textos, em especial, de ativistas do movimento de mulheres socialistas da época, como Clara Zetkin e Alexandra Kollontai, que registram debates e acontecimentos que complementam informações históricas tratadas ao longo do livro.
Ana Isabel Álvarez González. As origens e a comemoração do Dia Internacional das Mulheres. São Paulo: SOF-Expressão Popular, 2010. 208 p.
Preço: R$ 15,00 Para comprar o livro é só enviar um email para mulherespucmg@gmail.com
Entre os dias 8 e 18 de março, as mulheres brasileiras mostraram, mais uma vez, sua força e organização. Nos onze dias de marcha, entre as cidades de Campinas e São Paulo, as caminhantes demonstraram que a luta feminista está mais viva do que nunca. Sob o lema “Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres”, a mobilização reuniu mulheres vindas de todos os estados brasileiros, de diferentes raças, idades e origens. Além de reforçar a diversidade existente em nossa sociedade, a realização da marcha foi um exemplo de auto-organização das mulheres e, com certeza, fortaleceu e seguirá fortalecendo nossa luta
Participaram da Marcha cerca de 3 mil mulheres vindas de todos os estados do país. A Ação contou também com mulheres de diversos movimentos sociais como CUT, Contag, MST, UNE, MAB e MMC.
A Ação foi construída integralmente pelas mulheres, que se dividiram em equipes de cozinha, limpeza, infra-estrutura, segurança, comunicação, formação e cultura, saúde, água e creche. A cozinha permaneceu fixa em Cajamar e o transporte do almoço e do jantar foi feito por caminhões. Além das equipes, as delegações se revezaram para os trabalhos de limpeza dos alojamentos e cozinha.
A caminhada de 11 dias também demonstrou a solidariedade das brasileiras às mulheres do Haiti após o terremoto que atingiu o país em janeiro. Houve coleta de contribuições para a reconstrução da ação das mulheres da MMM no Haiti e do movimento feminista do país.
Dia a dia
Durante os onze dias de caminhada, as mulheres passaram pelas cidades de Campinas, Valinhos, Vinhedo, Louveira, Várzea Paulista, Cajamar, Jordanésia, Perus, Osasco e São Paulo. Na abertura, marcando o centenário da proposição do Dia Internacional da Mulher, um grande ato público no centro de Campinas deu início à caminhada. No dia seguinte, as mulheres marcharam até Valinhos e deram início à programação de debates, oficinas e demais atividades de formação e culturais, realizadas pelas próprias marchantes.
Foram abordadas questões como trabalho doméstico; saúde da mulher e práticas populares de cuidado; sexualidade, autonomia e liberdade; educação não sexista e não racista; economia solidária e feminista; soberania alimentar, reforma agrária e trabalho das mulheres; agroecologia; biodiversidade, energia e mudanças climáticas; políticas de erradicação da violência doméstica e sexual; tráfico de mulheres e direito ao aborto.
As caminhantes participaram ainda de um ato público na cidade de Várzea (13/3), onde foi lançada a publicação “As origens e a comemoração do Dia Internacional das Mulheres”, uma tradução coletiva do livro de autoria da historiadora espanhola Ana Isabel Álvarez González, publicado pela SOF (Sempreviva Organização Feminista) e pela Editora Expressão Popular.
A Marcha contou com duas participações especiais. No dia 11, em Louveira, a feminista brasileira, radicada na França, Helena Hirata, debateu o trabalho das mulheres e a autonomia econômica, apontando questões centrais para uma transformação estrutural na sociedade que supere a desigual divisão sexual do trabalho. E em Perus, no dia 16, Aleida Guevara, médica cubana e filha de Ernesto Che Guevara, falou sobre o processo revolucionário de Cuba. Neste dia, as militantes entoaram com mais força uma das principais palavras de ordem desta caminhada: “Sou feminista, não abro mão do socialismo e da revolução!”
Após passar por todas as cidades, as mulheres chegaram à São Paulo. O último dia de caminhada foi marcado pela batucada feminista, que esteve a frente da caminhada com cerca de 150 jovens, sintetizando os ritmos e palavras de ordem entoados pelas caminhantes ao logo de toda a marcha.
O último dia contou também com as “Caminhantes”: duas bonecas com vestidos confeccionados em oficina pelas mulheres de vários estados, juntamente com a artista Biba Rigo. As Caminhantes sintetizam as lutas das mulheres brasileiras e tem dois destinos programados. O primeiro é a Ação regional da Marcha Mundial das Mulheres na Colômbia, contra a militarização do continente. O segundo destino é a República Democrática do Congo, no encerramento da 3ª ação internacional, em 17 de outubro.
A 3ª Ação Internacional continua!
A 3ª Ação Internacional tem como eixos principais quatro campos de ação que falam diretamente à realidade das mulheres: autonomia econômica, violência contra a mulher, paz e desmilitarização e bens comuns e serviços públicos. Os eixos foram adaptados à realidade das mulheres brasileiras e deram os contornos da plataforma política apresentada à sociedade a ao Estado. Entre as reivindicações estão: a criação de aparelhos públicos que contribuam com a socialização do trabalho doméstico, a não privatização de nossos recursos naturais, o aumento do salário mínimo, o fim de todas as formas de violência contra a mulher, a realização da reforma agrária e a legalização do aborto.
A mobilização é parte do calendário da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, que acontece entre 8 de março e 17 de outubro de 2010. No primeiro período, mais de 20 países fizeram atividades de lançamento da 3ª ação, manifestações públicas e marchas de diferentes formatos. O encerramento da 3ª Ação Internacional será em Kivu do Sul, na República Democrática do Congo. Realizadas de cinco em cinco anos, as Ações Internacionais reúnem mulheres de vários países em grandes atos, mobilizações e atividades, que têm como objetivos centrais denunciar as condições de desigualdade em que vivem as mulheres e impulsionar a luta feminista para a transformação de nossas realidades – e do mundo.
A primeira etapa da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres está chegando ao fim. A mulherada encerra a caminhada de Campinas a São Paulo na tarde desta quinta-feira, 18, depois de dez dias de marcha e muitas oficinas de formação.A atividade foi marcada por diversos momentos de emoção das militantes, como a calorosa recepção feita pelas 70 mulheres que trabalharam na cozinha em Cajamar.
O relato de quem estave lá é que o momento emocionou à todas, já que a caminhada diária só foi possível graças aos alimentos produzidos pela companheiras.As gaúchas da Marcha Mundial das Mulheres relatam que todas as atividades são muito produtivas, já que a troca de experiências fortalece a militância e a luta, que deve ser permanente, mas que em 2010 prevê uma extensa agenda.
Por onde passam as marchantes contam que são muito bem recebidas e, a cada dia, mais e mais paulistas se somam ao percurso. Somente hoje mais de 50 gaúchas se somaram a atividade, que culminará com um ato no final da tarde de quinta-feira, 18, em São Paulo, no estádio Pacaembu.No retorno das companheiras ao sul faremos um bate-papo mais detalhado para contar os bastidores da Ação, além de uma avaliação dos dez dias de atividades.
Faltam aproximadamente 50 dias para a próxima ação internacional da Marcha Mundial das Mulheres. No Brasil, de 8 a 18 de Março 3000 mulheres vão percorrer o caminho de Campinas à São Paulo, lutando por autonomia econômica, pelo fim da violência sexista, pelo acesso aos bens públicos e pela paz e desmilitarização. Através da nossa irreverência, nossas palavras de ordem e nossa perseverança vamos construir um momento histórico para a luta das mulheres no Brasil e no mundo.
Para quem não sabe a Marcha Mundial das Mulheres foi inspirada na iniciativa do movimento de mulheres de Quebec, no Canadá, a partir de uma marcha realizada em 1995, quando 850 mulheres percorreram 200 quilômetros, pedindo, simbolicamente, “Pão e Rosas”. A partir de 1998 essas mulheres começaram a organizar uma rede global de mulheres, em torno da luta contra as causas da pobreza e contra a violência contra as mulheres. Desde 2000 duas ações internacionais de grande repercussão foram organizadas. A primeira contou com diversas manifestações regionais e locais e, em seu encerramento, 5 milhões de assinaturas foram entregues na sede da ONU, em Nova York. Em 2005, outra série de mobilizações aconteceram em todo o globo. A carta mundial das mulheres para a humanidade e uma colcha de retalhos coletiva percorreram todos os continentes.
Estamos no ritmo intenso de preparação para a nossa próxima ação. Para a nossa marcha de Campinas à São Paulo tudo está sendo planejado de maneira detalhada. Para garantir uma atividade tranqüila, organizada e segura várias de nós se dividiram em comissões que vão garantir a infra-estrutura como comida, água, transporte das bagagens, segurança e saúde.
Sabemos que o cotidiano da vida das mulheres é sempre de muito trabalho. Convivemos com duplas, triplas jornadas de trabalho e, portanto, sabemos os ajustes e esforços que cada mulher está tendo que fazer para participar da nossa próxima ação. É importante pensar soluções coletivas para esses desafios. Nós mulheres estudantes, contamos com um ofício da União Nacional dos Estudantes, que poderá ajudar na dispensa de aulas. Outra alternativa é conversar no próprio colegiado ou entre os professores.
Confira a plataforma da Ação 2010 no link http://www.sof.org.br/ (jornal MMM - Ação 2010)
As mulheres que estão interessadas em participar devem fazer o cadastro. Para tal, enviem um email para mulherespucmg@gmail.com e solicitem a ficha.
Seguiremos em luta até que todas sejamos livres!!!!
Olá, somos um grupo de mulheres estudantes, que se organiza na PUC-MG e em outros espaços, buscando construir saberes coletivos sobre o combate ao machismo e a busca por uma sociedade mais justa, igualitária e, portanto, feminista.